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Lifehouse-You and Me

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Paloma Almeida

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ANDRIELLE RAMOS
Nasci em 19 de Agosto
Leonina
Adoro música e leitura
Gosto do Azul e do preto
Hobby:Ler,escrever e cantar!!
FRASE:Quem procura somente a beleza exterior,
não quer um amor verdadeiro
e sim um troféu pra se exibir!
^^by Dr!k@

*...*...*...*...*...*...*...*...*...*...*...*...*...*...*...*...*...*...*...*...* GANHEI *...*...*...*...*...*...*...*...*...*...*...*...*...*...*...*...*...*...*...*...*























*...*...*...*...*...*...*...*...*...*...*...*...*...*...*...*...*...*...*...*...* MEU AWARD *...*...*...*...*...*...*...*...*...*...*...*...*...*...*...*...*...*...*...*...*











Olá galera! 

Demorei mais voltei! Vou postar aqui um poeminha de um amigo que creio ser nosso novo poeta , rsrsrs, Xandy você é demais cara!

"Quando penso em você , eu esqueço o resto do mundo
não sei explicar é um amor profundo
logo eu que dizia , eu pego e não me apego.
 
Acabei caindo na armadilha do amor
você é o minha vida minha alegria meu prazer de viver
eu tenho orgulho do meu sentiento por você
amor , teu olhar me faz sonhar 
o seu amor me faz flutuar. "
 
CARLOS ALEXANDRE SVEYTE

Espero que tenham gostado assim como eu gostei!

bjux!

by Drica^^



- Postado por: Drica Oliveira às 08h52
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Nostalgia.....

Parando pra pensar, percebi que sinto falta de um tempo que não volta mais... 

Um tempo em que brincar no barro pra fingir que era bolo de chocolate, pique e queimada na rua com os coleguinhas era uma infância saudável,  ficar na frente do portão de casa com os amigos rindo de bobagens, brincando de salada mista, descobrindo amores típicos da época era tão legal!! Doença só existia pra poder matar aula e quando era verdade você ia obrigado a escola porque a mãe não acreditava mais em você. Fazer bagunça na escola era arte e não malandragem como é hoje. 

Um tempo em que ser professora era o sonho de toda menina e hoje é o pesadelo. 

Um tempo em que você perdia montando a casa da boneca pra chegar na hora de brincar você perder a vontade. 

Um tempo em que você e sua melhor amiga ou amigo brigavam por bobagens e logo depois já estavam juntos se divertindo.

Um tempo em que você vivia na casa de sua amiga ou amigo ou ele na sua e os teus pais e os pais deles eram considerados  tios.

Hoje, você está crescido e não brinca mais de nada do que citei acima, teus amigos da época não tem mais contato com você, pois fizeram outras amizades, tomaram outros rumos, assim como você também fez...

Hoje, vivemos na correria ter conhecimento e um bom emprego pra crescimento financeiro e estabilidade de vida. Sofremos por amores não correspondidos ou por relacionamentos que não tiveram sucesso esperado.

O estresse toma conta da mente e do corpo e a doença que antes era pra matar aula, agora pode virar um pesadelo, pois é verdadeiro e não invenção de criança. As pessoas traem as outras para conseguirem o que querem sem se importar com o próximo, mesmo sendo parente.

E você para pra pensar em tudo isso e vê que o melhor da vida já passou e não volta mais e que agora temos que transformar o que não parece ser tão bom em melhor e erguer a cabeça e aceitar que cresceu e não é mais uma criancinha.

Sinto falta dos meus amigos que tomaram rumos diferentes dos meus. Sinto falta daqueles que já se foram e não mais os verei. Sinto falta das coisas simples que me deixavam feliz e até mesmo dos brinquedos.

Sinto falta de quando eu era feliz sem ter que me esforçar pra ser...


 



- Postado por: Drica Oliveira às 18h50
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12- Comparação (tema: reforma agrária)

                O tema da reforma agrária está presente há bastante tempo nas discussões sobre os problemas mais graves que afetam o Brasil. Numa comparação entre o movimento pela abolição da escravidão no Brasil, no final do século passado e, atualmente, o movimento pela reforma agrária, podemos perceber algumas semelhanças. Como na época da abolição da escravidão existiam elementos favoráveis e contrários a ela, também hoje há os que são a favor e os que são contra a implantação da reforma agrária no Brasil. Oliveira, Pérsio Santos de. Introdução à Sociologia. São Paulo, Ática, 1991. p. 101.

Para introduzir o tema da reforma agrária, o autor comparou a sociedade de hoje com a do final do século XIX, mostrando a semelhança de comportamento entre elas.

13- Retomada de um provérbio (tema: mídia e tecnologia)

                O corriqueiro adágio de que o pior cego é o que não quer ver se aplica com perfeição na análise sobre o atual estágio da mídia: desconhecer ou tentar ignorar os incríveis avanços tecnológicos de nossos dias, e supor que eles não terão reflexos profundos no futuro dos jornais é simplesmente impossível. Jayme Sirotsky, Folha de S. Paulo, 5 dez. 1995.

Sempre que você usar esse recurso, não escreva o provébio simplesmente. Faça um comentário sobre ele para quebrar a ideia de lugar comum que todos eles trazem. No exemplo acima, o autor diz "o corriqueiro adágio" e assim demonstra que está consciente de que está partindo de algo por demais conhecido.

14- Ilustração (tema: aborto)

                O jornal do comércio, de Manaus, publicou um anúncio em que uma jovem de dezoito anos, já mãe de duas filhas, dizia estar grávida mas não queria a criança. Ela a entregaria a quem se dispusesse a pagar sua ligação de trompas. Preferia dar o filho a ter que fazer um aborto. O tema é tabu no Brasil. (...) Antônio Carlos Viana, O Quê, edição de 16 a 22 jul. 1994.

Você pode começar narrando um fato para ilustrar o tema. Veja que a coesão do parágrafo seguinte se faz de forma fácil: a palavra tema retoma a questão que vai ser discutida.

15- Uma sequência de frases nominais (frases sem verbo) (tema: a impunidade no Brasil)

                Desabamento de shopping em Osasco. Morte de velhinhos numa clínica do Rio. Meia centena de mortes numa clínica de hemodiálise em Caruaru. Chacina de sem-terra em ELdorado dos Carajás.Muitos meses já se passaram e esses fatos continuam impunes.

O que se deve observar nesse tipo de introdução são os paralelismos que dão equilíbrio às diversas frases nominais. A estrutura de cada frase deve ser semelhante.

16- Alusão a um romance, um conto, um poema e filme (tema: a intolerância religiosa)

                Quem assistiu ao filme A rainha Margot, com a deslumbrante Isabelle Adjane, ainda deve ter os fatos vivos na memória. Na madrugada de 24 de agosto de 1572, as tropas do rei de França sob ordens de Catarina de Médicis, a rainha-mãe e verdadeira governante, desencadearam uma das mais tenebrosas carnificinas da História. (...)

Veja, 25 out. 1995.

O resumo do filme A rainha Margot serve de introdução para desenvolver o tema da intolerância religiosa. A coesão com o segundo parágrafo dá-se atrvés da palavra horror, que sintetiza o enredo do filme contado no parágrafo inicial.

17- Descrição de um fato de forma cinematográfica (tema: violência urbana)

                Madrugada de 11 de agosto. Moema, bairro paulistano de classe média. Choperia Bodega - um bar da moda, frequentado por jovens bem-nascidos. Um assalto. Cinco ladrões. Todos truculentos. Duas pessoas mortas: Adriana Ciola, 23, e José Tahan, 25. ELa, estudante. ELe, dentista. Josias de Souza, Folha de S. Paulo, 30 set. 1996.

O parágrafo é desenvolvido por flashes, o que dá agilidade ao texto e prende a atenção do leitor. Depois desses dois parágrafos, o autor fala da origem do movimento "Reage São Paulo".

18- Omissão de dados identificadores (tema: ética)

                Mas o que significa, afinal, esta palavra, que virou bandeira da juventude? Com certeza não é algo que se refira somente à política ou às grandes decisões do Brasil e do mundo. Segundo Tarcísio Padilha, ética é um estudo filosófico da ação e da conduta humana cujos valores provêm da própria natureza do homem e se adaptam às mudanças da história e da sociedade. O Globo, 13 set. 1992.

As duas primeiras frases criam no leitor certa expectativa em relação ao tema que se mantém em suspenso até a terceira frase. Pode-se também construir todo o primeiro parágrafo omitindo o tema, esclarecendo-o apenas no parágrafo seguinte.

Bons estudos!

by Drica^^

 



- Postado por: Drica Oliveira às 10h51
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8- Adjetivação (tema: a educação no Brasil)

                Equivocada e pouco racional. Esta é a verdadeira adjetivação para a política educacional do governo. Anderson Sanches , Infocus, n.5, ano 1, out. 1996.  p. 2.

A adjetivação inicial será a base para desenvolver o tema. O autor dirá, nos parágrafos seguintes, por que acha a política educacional do governo equivocada e pouco racional.

9- Citação (tema: política demográfica)

                "As pessoas chegam ao ponto de uma criança morrer e os pais não chorarem mais, trazerem a criança, jogarem num bolo de mortos, virarem as costas e irem embora." O comentário, do fotógrafo Sebastião Salgado, falando sobre o que viu em Ruanda, é um acicate no estado de letargia ética que domina algumas nações do Primeiro Mundo. Di Franco, Carlos Alberto. Jornalismo, ética e qualidade. Rio de Janeiro, Vozes, 1995. p. 73.

A citação inicial facilita a continuidade do texto, pois ela é retomada pela palavra comentário da segunda frase.

10- Citação de forma indireta (tema: consumismo)

                Para Marx a religião é o ópio do povo. Raymond Aron deu o troco: o marxismo é o ópio dos intelectuais. Mas nos Estados Unidos o ópio do povo é mesmo ir às compras. Como as modas americanas são contagiosas, é bom ver de que se trata. Cláudio de Moura e Castro, Veja, 13 nov. 1996.

Esse recurso deve ser usado quando não sabemos textualmente a citação. É melhor citar de forma indireta que de forma errada.

11- Exposição de ponto de vista oposto (tema: o provão)

                O ministro da Educação se esforça para convencer de que o provão é fundamental para a melhoria da qualidade do ensino superior. Para isso, vem ocupando generosos espaços na mídia e fazendo milionária campanha publicitária, ensinando como gastar mal o dinheiro que deveria ser investido na educação. Orlando Silva Júnior e Eder Roberto Silva, Folha de S. Paulo, 5 nov. 1996.

Ao começar o texto com a opinião contrária, delineia-se, de imediato, qual a posição dos autores. Seu objetivo será refutar os argumentos do opositor, numa espécie de contra-argumentação.



- Postado por: Drica Oliveira às 10h49
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5- Alusão histórica (tema: globalização)

                Após a queda do Muro de Berlim, acabaram-se os antagonismos leste-oeste e o mundo parece ter aberto de vez as portas para a globalização. As fronteiras foram derrubadas e a economia entrou em rota acelerada de competição.

O conhecimento dos principais fatos históricos ajuda a iniciar um texto. O leitor é situado no tempo e pode ter uma melhor dimensão do problema.

6- Uma pergunta (tema: a saúde no Brasil)

                Será que é com novos impostos que a saúde melhorará no Brasil? Os contribuintes já estão cansados de tirar dinheiro para alimentar um sistema que só parece piorar.

A pergunta não é respondida de imediato. Ela serve para despertar a atenção do leitor para o tema e será respondida ao longo da argumentação.

7- Uma frase nominal seguida de explicação (tema: a educação no Brasil)

                Uma tragédia. Essa é a conclusão da própria Secretaria de Avaliação e Informação Educacional do Ministério da Educação e Cultura sobre o desempenho dos alunos do 3º ano do 2º grau submetidos ao SAEB (Sistema de Avaliação da Educação Básica), que avaliou estudantes da 4ª série e da 8ª série do 1ºgrau em todas as regiões do território nacional. Folha de S. Paulo, 27 nov. 1996.

A palavra TRAGÉDIA é explicada logo depois, retomada por essa é a conclusão.



- Postado por: Drica Oliveira às 10h48
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Um pouco de Língua Portuguesa

Ao escrever seu primeiro parágrafo, você pode fazê-lo de forma criativa. Ele deve atrair a atenção do leitor. Por isso, evite os lugares-comuns como: atualmente, hoje em dia, desde épocas remotas, o mundo de hoje, a cada dia que passa, no mundo em que vivemos, na atualidade. Segue abaixo dezoito formas de começar um texto. Elas vão das mais simples às mais complexas.

1- Uma declaração (tema: Liberação da maconha)

                É um grava erro a liberação da maconha. Provocará de imediato violenta elevação do consumo. O Estado perderá o precário controle que ainda exerce sobre as drogas psicotrópicas e nossas instituições de recuperação de viciados não terão estrutura suficiente para atender à demanda. Alberto Corazza, Istoé, 20 dez. 1995.

A declaração é a forma mais comum de começar um texto. Procure fazer uma declaração forte, capaz de surpreender o leitor.

2- Definição (tema: o mito)

                O mito, entre os povos primitivos, é uma forma de se situar no mundo, isto é, de encontrar o seu lugar entre os demais seres da natureza. É um modo ingênuo, fantasioso, anterior a toda reflexão e não-crítico de estabelecer algumas verdades que não só explicam parte dos fenômenos naturais ou mesmo a construção cultural, mas que dão, também, as formas da ação humana. Aranha, Maria Lúcia de Arruda & MARTINS, Maria Helena Pires. Temas de Filosofia. São Paulo, Moderna, 1992. p. 62.

3- Divisão (tema: exclusão social)

                Predominam ainda no Brasil duas convicções errôneas sobre o problema da exclusão social: a de que ela deve ser enfrentada apenas pelo poder público e a de que sua superação envolve muitos recursos e esforços extraordinários. Experiências relatadas nesta Folha mostram que o combate à marginalidade social em Nova York vem contando com intensivos esforços do poder público e ampla participação da iniciativa privada. Folha de S. Paulo, 17 dez. 1996.

Ao dizer que há duas convicções errôneas, fica logo clara a direção que o parágrafo vai tomar. O autor terá de explicitá-las na frase seguinte.

4- Oposição (tema: a educação no Brasil)

                De um lado, professores mal pagos, desestimulados, esquecidos pelo governo. De outro, gastos excessivos com computadores, antenas parabólicas, aparelhos de videocassete. É este o paradoxo que vive hoje a educação no Brasil.

As duas primeiras frases criam uma oposição (de um lado/ de outro) que estabelecerá o rumo da argumentação. Também se pode criar uma oposição dentro da frase, como neste exemplo: Vários motivos me levaram a este livro. Dois se destacam pelo grau de envolvimento: raiva e esperança. Explico-me: raiva por ver o quanto a cultura ainda é vista como artigo supérfluo em nossa terra; esperança por observar quantos movimentos culturais têm acontecido em nossa história, e quase sempre como forma de resistência e / ou transformação. (...) FEIJÓ, Martin César. O que é política cultural. São Paulo, Brasiliense, 1984. p. 7. O autor estabelece a oposição e logo depois explica os termos que a compõem.



- Postado por: Drica Oliveira às 10h47
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Longe do meu lado
Se a paixão fosse realmente um bálsamo
O mundo não parecia tão equivocado
Te dou carinho, respeito e um afago
Mas entenda, eu não estou apaixonado

A paixão já passou em minha vida 
Foi até bom mas ao final deu tudo errado
E agora carrego em mim

Uma dor triste, um coração cicatrizado
E olha que tentei o meu caminho
Mas tudo agora é coisa do passado

Quero respeito e sempre Ter alguém 
Que me entenda e sempre fique a meu lado
Mas não, não quero estar apaixonado.

A paixão quer sangue e corações arruinados
E saudade é só mágoa por Ter sido
Feito tanto estrago

E essa escravidão e essa dor não quero mais
Quando acreditei que tudo era um fato consumado
Veio a foice e jogou-te longe
Longe do meu lado

Não estou mais pronto para lágrimas
Podemos ficar juntos e vivermos
O futuro, não o passado
Veja o nosso mundo

Eu também sei que dizem
Que não existe amor errado
Mas entenda, não quero estar apaixonado
...
Renato Russo

 



- Postado por: Drica Oliveira às 23h14
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Descoberta
Sentir...
Ver...
Ler...
Ouvir...
Sonhar...
Amar...
Sua ausência me perturba...
Sua indiferença me choca...
Sua falta me faz sofrer...

Sofro e você não vê.
Choro e você não ouve.
Sorrio e você não compartilha.
Amo e você não sente.

into tua presença...
Descubro teu mundo e você me descobre...
Desnuda meus sentimentos...
Desnuda minha verdade...
Com isso, descubro seu desprezo.

into tua presença...
Descubro teu mundo e você me descobre...
Desnuda meus sentimentos...
Desnuda minha verdade...
Com isso, descubro seu desprezo.

Mudei para tentar te fazer feliz.
Descobri em minutos que não valia à pena.
Eu valho à pena!
Me ver feliz, vale à pena.
Te fazer feliz também vale à pena.

O que me basta não é só ser feliz.
Mudar conduta não é necessário.
Descobrir que amo é saber...
Saber que amo é descobrir a alegria de ser feliz!

Desconheço o autor

 



- Postado por: Drica Oliveira às 23h14
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Não é o mais brilhante,
mas é o mais sútil,
delicado e penetrante dos sentimentos.
Não importa o tempo, a ausência,

os adiantamentos, a distância, as impossibilidades.
Quando há AFINIDADE, 
qualquer reencontro retoma a relação,
o diálogo, a conversa,
o afeto, no exato ponto
de onde foi interrompido.

AFINIDADE é não haver
tempo mediante a vida.
É a vitória do adivinhado sobre o real,
do subjetivo sobre o objetivo,

do permanente sobre o passageiro,
do básico sobre o superficial.

Ter AFINIDADE é muito raro,
mas quando ela existe,

não precisa de códigos
verbais para se manifestar.
Ela existia antes do conhecimento,
irradia durante e permanece depois que as
pessoas deixam de estar juntas.

AFINIDADE é ficar longe,
pensando parecido a
respeito dos mesmos fatos que
impressionam, comovem, sensibilizam.

AFINIDADE é receber o que vem
de dentro com uma aceitação
anterior ao entendimento.

AFINIDADE é sentir com...
Nem sentir contra, sem sentir para...
Sentir com e não ter necessidade de 
explicação do que está sentindo.
É olhar e perceber.

AFINIDADE é um sentimento singular,
discreto e independente.
Pode existir a quilômetros de distância,

mas é adivinhado na maneira de falar,
de escrever,
de andar,
de respirar.....

AFINIDADE é retomar a relação
no tempo em que parou.
Porque ele (tempo) e
ela (separação) nunca existiram.

Foi apenas a oportunidade dada (tirada)
pelo tempo para que a maturação
pudesse ocorrer e que cada
pessoa pudesse ser cada vez mais.

Artur da Távola



- Postado por: Drica Oliveira às 23h13
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O amor é o murmúrio da terra quando as estrelas se apagam e os ventos da aurora vagam no nascimento do dia...
O ridente abandono, a rútila alegria dos lábios, da fonte e da onda que arremete do mar...
O amor é a memória que o tempo não mata, a canção bem-amada feliz e absurda...
E a música inaudível...
O silêncio que treme e parece ocupar o coração que freme quando a melodia do canto de um pássaro parece ficar...
O amor é Deus em plenitudea infinita medida das dádivas que vêm com o sol e com a chuva, seja na montanha, seja na planura a chuva que corre e o tesouro armazenado no fim do arco-íris.
(Vinícius de Moraes)

 

 

Claro que não acontecerá nada demais, 
a natureza e a humanidade seguirão seu curso
Algumas pessoas se amarão com loucura
outras pessoas se odiarão com aparente ternura...

Bilhões de orgasmos celebrarão novas vidas,
crianças chorarão e morrerão de fome
homens se matarão de forma competente 
e depois rezarão a um Deus boníssimo 
e serão perdoados e abençoados com graças mil.

Alguns continuarão pensando um universo
criado por um roteirista e diretor executivo da vida. 
Outros acreditarão no caos como a causa das causas.

E sempre haverá os poetas que não sabem nada
e escrevem sobre tudo.
Enfim se eu morrer amanhã a vida continuará como
se eu não houvesse existido

Mas só aparentemente....
Porque por omissão ou intervenção eu continuarei
fazendo parte do movimento que provoquei
no acontecer da vida
E dentro do movimento absoluto da vida
estão os frutos do amor .

Por isto se eu morresse amanhã nada aconteceria
porque em verdade eu não morrerei nunca
me perpetuarei como parte das vidas que gerei 
e serei eterno como a matéria que me forma
e... pressinto que vou continuar amando!

CHICO XAVIER

 



- Postado por: Drica Oliveira às 23h13
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Motivo

Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
sou poeta.

Irmão das coisas fugidias,
não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.

Se desmorono ou se edifico,
se permaneço ou me desfaço,
- não sei, não sei. Não sei se fico
ou passo.

Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
- mais nada.

Cecília Meireles



- Postado por: Drica Oliveira às 23h12
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Retrato

Eu não tinha este rosto de hoje,
assim calmo, assim triste, assim magro,
nem estes olhos tão vazios, 
nem o lábio amargo.


Eu não tinha estas mãos sem força, 
tão paradas e frias e mortas; 
eu não tinha este coração
que nem se mostra. 


Eu não dei por esta mudança,
tão simples, tão certa, tão fácil:
- Em que espelho ficou perdida a minha face?

Cecília Meireles
 



- Postado por: Drica Oliveira às 23h11
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A maior solidão é a do ser que não ama
A maior solidão é a do ser que não ama. A maior solidão é a dor do ser que se ausenta, que se defende, que se fecha, que se recusa a participar da vida humana. 

A maior solidão é a do homem encerrado em si mesmo, no absoluto de si mesmo, 
o que não dá a quem pede o que ele pode dar de amor, de amizade, de socorro. 

O maior solitário é o que tem medo de amar, o que tem medo de ferir e ferir-se, 
o ser casto da mulher, do amigo, do povo, do mundo. Esse queima como uma lâmpada triste, cujo reflexo entristece também tudo em torno. Ele é a angústia do mundo que o reflete. Ele é o que se recusa às verdadeiras fontes de emoção, as que são o patrimônio de todos, e, encerrado em seu duro privilégio, semeia pedras do alto de sua fria e desolada torre.

Vinícius de Moraes.



- Postado por: Drica Oliveira às 23h11
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Amor é um fogo que arde sem se ver, 
é ferida que dói, e não se sente; 

é um contentamento descontente, 
é dor que desatina sem doer.


É um não querer mais que bem querer;
é um andar solitário entre a gente;

é nunca contentar-se de contente;
é um cuidar que se ganha em se perder. 



É querer estar preso por vontade; 
é servir a quem vence, o vencedor; 
é ter com quem nos mata, lealdade.


Mas como causar pode seu favor 
nos corações humanos amizade, 
se tão contrário a si é o mesmo Amor?



- Postado por: Drica Oliveira às 23h10
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    Amor e seu tempo

Amor é privilégio de maduros
estendidos na mais estreita cama,
que se torna a mais larga e mais relvosa,
roçando, em cada poro, o céu do corpo.

É isto, amor: o ganho não previsto,
o prêmio subterrâneo e coruscante,
leitura de relâmpago cifrado,
que, decifrado, nada mais existe

valendo a pena e o preço do terrestre,
salvo o minuto de ouro no relógio
minúsculo, vibrando no crepúsculo.

Amor é o que se aprende no limite,
depois de se arquivar toda a ciência
herdada, ouvida. Amor começa tarde.

    Carlos Drummond de Andrade.



- Postado por: Drica Oliveira às 23h10
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